Evaristo Costa vai ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo para saber qual o impacto do carnaval sobre os pés, coluna e membros superiores.
O cirurgião de coluna Alexandre Fogaça Cristante diz que após o carnaval aumenta a procura por ortopedia nos prontos-atendimentos. 80% das pessoas terão pelo menos uma vez na vida, dores na coluna.
O ideal é que ninguém carregue mais do que 10% do peso do próprio corpo em fantasias.
Doutores do Instituto descobriram que 82% dos passistas entrevistados têm dor nos pés. 92% têm calos ou bolhas. 37% dos entrevistados têm cansaço e dores nas mãos.
Essa é uma pesquisa preliminar, mas com esses dados, os médicos do Hospital das Clínicas, em parceria com os sambistas podem desenvolver acessórios para diminuir essas dores.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/carnaval.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-13 17:00:512019-05-23 20:09:40Dores que podem ser causadas no desfile de Carnaval
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.png00Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-13 16:02:572019-05-20 21:14:10Por que o meu pé sempre dói quando eu uso um sapato novo?
Embora muito frequente, o pé chato nos adultos – diferentemente dos casos pediátricos – não costuma ser um motivo de procura médica.
O chamado pé plano valgo flexível indolor é uma variação da anatomia normal, muito comum e presente desde a infância. Embora não impeça a prática de atividades esportivas, pode ser incorretamente avaliado como “pisada errada”. Na realidade, por se tratar apenas de uma variação da normalidade, não necessita de tratamento e a tentativa de “corrigir” pode, inclusive, gerar dor e lesões.
Desta forma, o pé chato do adulto costuma ser assintomático e passa a preocupar, quando causa dor.
Pessoas que não tinham pé chato e passam a ter (pé plano adquirido) também costumam procurar avaliação de um especialista. Nestes casos, os principais diagnósticos diferenciais são: a insuficiência do tendão tibial posterior, sequela de fraturas e artropatia de Charcot.
Insuficiência do tendão tibial posterior
A curva natural que temos na parte de dentro dos pés – chamada de arco plantar – é mantida ativamente por diversas estruturas, sendo o tendão tibial posterior uma das principais.
Durante a caminhada normal o tendão tibial posterior é ativado, modificando o alinhamento dos ossos e permitindo a transmissão de força para o solo. Quando se torna insuficiente, as outras estruturas de manutenção do arco ficam sobrecarregadas e o pé se torna progressivamente chato.
Essa patologia tem componente genético e sofre influência da alteração hormonal da menopausa, sendo portanto, mais frequente nas mulheres.
Muitas vezes pacientes com insuficiência do tendão tibial posterior são tratados por muito tempo de forma equivocada por dores secundárias (fascite plantar entre elas), sem que se identifique a causa principal.
Apenas em um estágio muito inicial da doença o tratamento pode ser conservador. Os demais casos envolvem uma abordagem cirúrgica.
Sequelas de fraturas
Fraturas que envolvem articulações costumam evoluir artrose (degeneração da articulação) e podem gerar perda do arco do pé.
Quando não há um perfeito alinhamento entre os fragmentos ósseos, após o tratamento da fratura (redução inadequada ou não redução das fraturas), a articulação pode sofrer degeneração e evoluir com perda do arco plantar.
Casos assintomáticos podem ser acompanhados, adaptando-se os calçados.
Independente da causa, se a mecânica do pé é alterada, perdendo-se o arco plantar, pode haver calosidade e dor. Nos casos sintomáticos, além da adequação dos sapatos, a correção cirúrgica das deformidades pode ser necessária para melhora da mecânica.
Artropatia de Charcot
De maneira resumida, essa doença é uma consequência da perda de sensibilidade do pé.
Em pessoas normais, traumas geraram dor e levam o individuo a proteger o pé: caminha-se com mais cuidado, até mesmo evitando o apoio do pé acometido, diminuindo a chance de novos traumas.
Com a perda de sensibilidade, ao ocorrerem lesões no pé, o paciente não percebe e as lesões vão se repetindo. Toda lesão gera um componente inflamatório – essencial para a cicatrização – mas, com os traumas frequentes, há manutenção e aumento do processo inflamatório, gerando um enfraquecimento dos ossos e provocando deformidade progressiva.
A anatomia do pé se altera, surgem pontos de pressão que, nesses pés insensíveis, podem se tornar calosidades e posteriormente ulceras.
Após o diagnóstico, o tratamento envolve a proteção do pé na fase inflamatória, a correção das deformidades residuais e a proteção das áreas de pressão para evitar o aparecimento de ulceras.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Pe-chato-do-adulto-pe-plano-valgo.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 20:32:492019-03-29 15:24:21Pé chato do adulto (pé plano valgo)
O joanete é o desvio do primeiro dedo para a lateral do pé, ou seja, quando o “dedão fica torto em direção ao mindinho”.
Esse desvio é acompanhado de uma rotação do dedo, nos casos mais graves o primeiro dedo pode estar em cima do segundo. Nos casos mais leves podemos perceber apenas uma pequena saliência na parte de dentro do pé. Frequentemente é associado a dor e calosidade na planta do pé (metatarsalgia).
A deformidade progride de forma variada e costuma ser mais acentuada em pessoas com história familiar, frouxidão ligamentar e pé chato. Por isso, não se pode afirmar que um joanete leve sempre evoluirá para um grave, isso é muito variável e deve ser avaliado caso a caso.
Causas
Origem multifatorial: tem associação genética (história familiar) e o calçado de “bico fino” pode acelerar a evolução da deformidade, sendo portanto, muito mais frequente nas mulheres.
Sintomas
O mais marcante é a aparência. Na maioria das vezes essa é a queixa principal. Além do aspecto estético, a dor na parte interna do pé é outro sintoma frequente, em geral causada pelo atrito com o calçado.
A sobreposição do primeiro com o segundo dedo pode gerar deformidades nos dedos menores e dificultar o uso dos sapatos.
A alteração mecânica gerada pelo joanete pode propiciar o aparecimento de vermelhidão e inchaço na parte interna do pé, diminuição da sensibilidade do halux, calos e metatarsalgia.
Diagnóstico
Um exame físico adequado é suficiente para realizar o diagnóstico. Aspectos mecânicos do pé (pé chato ou pé cavo, presença ou não de calosidades, metatarsalgia) são fundamentais para avaliação completa.
Exames complementares são importantes como auxiliares e tem mais valor na documentação da evolução. A radiografia dos pés com carga identifica os desvios ósseos e sempre deve ser solicitada. Outros exames como ressonância e tomografia podem verificar outras deformidades ou lesões associadas, mas só devem ser solicitados quando houver suspeita.
Tratamento
O tratamento inicial é sempre clínico, ou seja, não cirúrgico. Uma cirurgia feita sem necessidade pode se tornar mais incômoda que o próprio joanete. Toda cirurgia pode ter complicações e, por isso, o risco e o benefício devem ser analisados com muito cuidado, SEMPRE antes do tratamento.
Na maioria das vezes, a dor é causada pelo atrito com o calçado e melhora consideravelmente com a adequação desse. Calçados confortáveis são fundamentais. Modificar e evitar hábitos que provoquem a dor também é fundamental.
Existem diversas cirurgias descritas para o tratamento dos joanetes, dependendo do grau da deformidade bem como das deformidades associadas. A correção inclui o reposicionamento do dedo com alinhamento ósseo e ajuste da capsula articular. É importante que todas as deformidades sejam corrigidas (incluindo as deformidades dos dedos menores e metatarsalgia).
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/joanete-halux-Valgo.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 20:28:322019-05-20 21:15:10Joanete (Halux Valgo)
Dando continuidade às comemorações dos 40 anos do ICr (Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP), é com muita alegria e satisfação que o livro ABC da Saúde Infanto-juvenil foi lançado na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. Paralelamente aos autógrafos, aconteceram três sessões de debates com a participação do Dr. Buno Massa e interação da platéia.
Os temas do debate:
“Alimentação da criança e suas dificuldades”
“Como prevenir, na infância, as doenças do adulto”
“Como os pais devem agir em situações de emergências médicas e cirúrgicas”
Sinopse do livro
O livro trata de temas recorrentes e comuns do dia a dia de crianças e adolescentes, por isso ele se destina aos pais, que têm ao longo dos capítulos informações de confiança a respeito dos diversos aspectos do cuidado de seus filhos. O livro conta com a participação de especialistas do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – o mais conceituado hospital pediátrico universitário do país – e por alguns convidados de outras instituições. As informações contidas no livro não têm a pretensão de substituir a consulta ao pediatra, mas, ao contrário, visam permitir que as mães e os pais aproveitem ao máximo esse momento tão importante para a saúde atual e futura do(a) filho(a).
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Lancamento-do-livro-ABC-da-Saude.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 20:15:212019-05-20 21:15:37Lançamento do livro ABC da Saúde com Dr. Bruno Massa
Conheça as preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica
1. Pé chato
Conhecido no meio médico como “pé plano”, geralmente é notado pela família ou pelo médico pediatra quando o bebê começa a andar. Muitas vezes se torna uma fonte de grande preocupação. Questionamentos a respeito do que fazer (ou não fazer nada?!) ou se a criança pode ter problemas no futuro invadem as mentes de pais, avós, tios… É muito importante entender que o pé chato é, na maioria das vezes, uma variação normal. Deve ser uma preocupação quando for rígido (não formar a curva nem quando na ponta dos pés), for doloroso ou quando for adquirido (não tinha pé chato e passou a ter).
2. Luxação Congênita do Quadril (displasia do desenvolvimento do quadril – DDQ)
A doença mais frequente do quadril nos primeiros anos de vida. É fundamental fazer o diagnóstico ou pelo menos a suspeita logo no berçário ou nos primeiros meses. Para isso o exame físico adequado complementados muitas vezes por exames de imagem (ultrassom e radiografia) são suficientes. O tratamento varia com a idade, sendo mais invasivo (cirurgia) nas crianças mais velhas.
3. Pé torto
O termo pé torto é muito genérico e pode significar praticamente qualquer coisa desde doenças até variações normais. Os mais importantes são:
Pé torto congênito
Pé torto congênito – quando o pé tem curvatura intensa para a parte interna do pé e é rígido. Não pode ser corrigido pela manipulação simples e é tratado por manipulação e troca de gesso segundo o método de Ponseti.
Pé metatarso adulto
Pé metatarso adulto – também aponta para dentro, mas menos intensamente e mais flexível que o pé torto congênito. Na Maioria dos casos tem melhora espontânea. Pode necessitar de tratamento se for doloroso (em especial no uso dos calçados).
Pé talo vertical
Pé talo vertical – também conhecido com pé em mata borrão. É um pé plano rígido. Uma saliência (cabeça do talus) pode ser palpada na planta do pé. Deve ser tratado com manipulação seguido de cirurgia.
4. Diferença de comprimento entre as pernas
Muitas pessoas têm diferenças pequenas de comprimento entre as pernas (de até 1,5cm) e nunca se deram conta disso. Diferenças maiores geram repercussão e devem ser tratadas. Identificar a causa da diferença é fundamental para prevenir que ela aumente. O tratamento é mais fácil no indivíduo ainda em crescimento e pode variar da compensação com palmilhas à cirurgia.
5. Quedas frequentes
Crianças seguem um “cronograma”. Esse corresponde ao desenvolvimento do esqueleto, musculatura e principalmente do cérebro. Ele não é idêntico para todos, segue um padrão com períodos variados nos quais a criança pode desenvolver determinada habilidade como engatinhar, andar, subir escadas, saltar e correr. Na maioria das vezes, a criança tem apenas um amadurecimento mais tardio e não necessariamente significa uma doença.
Quando, no entanto, o desenvolvimento foge muito do esperado deve ser avaliada pelo pediatra em conjunto com o especialista adequado para estabelecer o diagnóstico e planejar o tratamento específico.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/As-preocupacoes-mais-frequentes-dos-pais-em-ortopedia-pediatrica.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 20:14:042019-05-20 21:16:05As preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) acomete de 1,5 a 2,5 em cada 1000 nascidos vivo. Antigamente chamada de luxação congênita do quadril, foi renomeada pelo fato de nem todos os pacientes nascerem com o quadril luxado e luxarem com o desenvolvimento, ainda nos primeiros meses de vida. A importância do diagnóstico e tratamento adequado é importante pela associação à artrose (desgaste articular) do quadril e por isso a um maior índice de artroplastias (próteses) em relação à população geral.
O diagnóstico deve ser realizado, preferencialmente, ainda no berçário, por meio de exame físico. Pode ser complementado por exames de imagem tanto no rastreamento de casos com maior risco ou para confirmação do diagnóstico. Os achados variam com a idade do paciente, nos mais novos é identificado um estalo específico no exame. Com o tempo ficam mais evidentes a diferença de comprimento das pernas (principalmente em casos unilaterais) ou uma curvatura acentuada na coluna (hiper lordose na coluna lombar). Dor não é um achado comum nas crianças.
Em crianças muito novas, o melhor exame complementar é o ultrassom. Nesse são identificados a cobertura óssea e a cobertura cartilaginosa da cabeça do fêmur, medidas através de dois ângulos (alfa e beta, respectivamente). Nas crianças mais velhas, a radiografia da bacia identifica a luxação e a displasia da bacia (deficiência de cobertura óssea).
O tratamento pode variar desde o uso do suspensório descrito por Pavlik à redução aberta com osteotomias pélvica e femoral, dependendo de cada caso especificamente. Casos não tratados ou com tratamento insuficiente, na idade adulta, podem precisar de artroplastia (prótese) do quadril.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Displasia-do-Desenvolvimento-do-Quadril-DDQ.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 19:56:432019-05-20 21:18:40Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)
A anatomia do pé plano é natural em todos os recém-nascidos e se mantém assim por algum tempo. Diagnóstico certeiro só mesmo após os quatro anos de idade
Entre tropeços e acertos, por volta do primeiro ano de idade, os pequenos começam a arriscar alguns passos. Mas logo já estão dando aquele trabalho, correndo pela casa toda, certo? Entretanto, passado algum tempo, quando notam algo estranho na aparência do pé ou no modo como o filho anda, apoiando toda a planta no chão, os pais podem se perguntar se a criança tem pé chato. Trata-se de uma constituição anatômica normal a todos os bebês durante os primeiros anos de vida. No entanto, a curvatura do pé depende do desenvolvimento da criança e até mesmo do estímulo do andar para se formar. Por isso, o diagnóstico só pode ser confirmado aos 4 anos de idade.
Se ainda assim a queixa persistir, os pais devem procurar um ortopedista para avaliar não apenas a anatomia, mas também a rigidez e o incômodo que o paciente sente. Entretanto, o pé pode, de fato, ter menos arco medial e não causar sintomas à criança. A intervenção médica só é recomendada quando há dor ou calosidade.
Quando a condição interfere apenas no andar, ou se trata apenas de uma questão estética, a cirurgia não é indicada, pois é preciso respeitar a mecânica natural de cada indivíduo.
Uma das causas mais frequentes de fratura em atletas ocorre quando o técnico tenta modificar o modo como a pessoa corre. Isso aumenta oestresse em estruturas que antes não estavam preparadas para isso e gera lesão em vez de melhorar o desempenho.
Quando o médico percebe, no exame físico, que as articulações não são flexíveis entre elas, essa rigidez também é motivo de intervenção, que pode ser cirúrgica, a fim de realinhar os ossos do pé, ou readequar o uso de calçado. Tal condição, mais frequente em pés planos, pode indicar a presença de uma ponte óssea que limita o movimento entre os ossos do pé, e isso geralmente causa dor. Também pode acontecer de o paciente passar a infância sem sintomas e o problema incomodar na fase adulta.
Bota e palmilha resolvem?
A antiga resolução para o pé chato ficou no passado. Vários estudos aplicados em populações diferentes, que usaram e não usaram bota, apontaram que o percentual de crianças que mantiveram o pé plano é igual ao das que não o mantiveram. Ou seja, sem eficácia comprovada, o método não é mais utilizado.
O que de fato surte efeito é deixar que a criança ande descalça desde pequena, em terrenos diferentes. A meia antiderrapante não vale. Só mesmo com o pé no chão o bebê vai se acostumando às diferentes texturas e temperaturas. Isso fortalece a musculatura intrínseca do pé e diminui a incidência de pé plano.
Vale ressaltar ainda que pés planos são flexíveis e amortecem muito bem; por isso, outra recomendação é optar por calçados mais firmes, com bicos arredondados. Também não custa nada lembrar que o uso de salto alto é recomendado apenas a partir da adolescência, quando já se atingiu maturidade óssea.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/seu-filho-tem-pe-chato-sera.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 19:52:562019-05-20 21:19:10Seu filho tem pé chato? Será?
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aprenda-a-comprar-sapatos-confortaveis.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 19:37:042019-05-20 21:19:35Aprenda a comprar sapatos confortáveis
Após algumas fases vencidas, chega a hora de seu filho alternar pernas e pés nos degraus que encontrar pela frente. Saiba como ajudá-lo nessa etapa, que costuma acontecer de maneira gradual a partir dos 14 meses.
Depois de aprender a andar, a criança continua querendo explorar o mundo para alcançar novos territórios. Os degraus se colocam como um desafio, mas é preciso acompanhar de perto essa conquista, já que as escadas oferecem um grande risco de queda – inclusive para os adultos. “O que os pais podem fazer é dar oportunidade ao filho de subir escadas baixas com apoio ou até mesmo subir e descer do sofá”, diz o especialista.
Nesse momento, duas habilidades são fundamentais: coordenação muscular e força. “Esse aprendizado é muito natural e faz parte do desenvolvimento neuropsicomotor. A criança começa a subir degraus mais baixos a partir de 14 meses e o processo todo vai até por volta dos 2 anos”, explica o ortopedista pediátrico Bruno Massa, do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que não recomenda que os pais estimulem esse processo. “Tudo deve acontecer naturalmente.”
A psicomotricista e fonoaudióloga Raquel Caruso, da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac), em São Paulo, concorda. “É função dos adultos dar apoio no começo da empreitada. Eles podem segurar a criança pelas mãos, orientar que é preciso apoiar na parede, mas devem deixar que ela faça o movimento sozinha, sem direcionar demais”, explica.
Na hora de subir e descer escadas pela primeira vez, seu filho não terá força nem equilíbrio para levantar uma perna e depois a outra, por isso, vai colocar os dois pés em um degrau para só depois seguir adiante. O treino é progressivo e não tem passos pré-definidos. “Cada um vai encontrar o próprio jeito”, aponta Bruno Massa. Algumas crianças sentam no degrau para subir e descer, enquanto outras pulam de um para o outro com as pernas juntas, até conseguir alternar as pernas da maneira correta.
O mesmo movimento vale para escalar brinquedos, como escorregadores e pula-pulas, o que muda é o tipo de escada, que pode ser vazada ou de plástico. O aprendizado é igual e vai se adaptar a diferentes tipos de degrau, com altura, largura e formato diversos. Nessa mesma fase, a criança desenvolve a habilidade de saltar, porque a musculatura trabalhada é a mesma.
https://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/quando-e-como-a-crianca-aprende-subi-escadas.jpg250700Dr. Bruno Massahttps://www.brunomassa.com.br/wp-content/uploads/2019/11/logo-01-300x115.pngDr. Bruno Massa2019-03-12 19:34:102019-05-20 21:21:08Quando e como a criança aprende a subir escadas
Dores que podem ser causadas no desfile de Carnaval
em ClippingEvaristo Costa vai ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo para saber qual o impacto do carnaval sobre os pés, coluna e membros superiores.
O cirurgião de coluna Alexandre Fogaça Cristante diz que após o carnaval aumenta a procura por ortopedia nos prontos-atendimentos. 80% das pessoas terão pelo menos uma vez na vida, dores na coluna.
O ideal é que ninguém carregue mais do que 10% do peso do próprio corpo em fantasias.
Doutores do Instituto descobriram que 82% dos passistas entrevistados têm dor nos pés. 92% têm calos ou bolhas. 37% dos entrevistados têm cansaço e dores nas mãos.
Essa é uma pesquisa preliminar, mas com esses dados, os médicos do Hospital das Clínicas, em parceria com os sambistas podem desenvolver acessórios para diminuir essas dores.
Por que o meu pé sempre dói quando eu uso um sapato novo?
em ClippingConfira as razões explicadas pelo Dr. Bruno Massa, em entrevista para a Veja SP.
Matéria completa em: Por que o meu pé sempre dói quando eu uso um sapato novo?
Pé chato do adulto (pé plano valgo)
em ArtigosEmbora muito frequente, o pé chato nos adultos – diferentemente dos casos pediátricos – não costuma ser um motivo de procura médica.
O chamado pé plano valgo flexível indolor é uma variação da anatomia normal, muito comum e presente desde a infância. Embora não impeça a prática de atividades esportivas, pode ser incorretamente avaliado como “pisada errada”. Na realidade, por se tratar apenas de uma variação da normalidade, não necessita de tratamento e a tentativa de “corrigir” pode, inclusive, gerar dor e lesões.
Desta forma, o pé chato do adulto costuma ser assintomático e passa a preocupar, quando causa dor.
Pessoas que não tinham pé chato e passam a ter (pé plano adquirido) também costumam procurar avaliação de um especialista. Nestes casos, os principais diagnósticos diferenciais são: a insuficiência do tendão tibial posterior, sequela de fraturas e artropatia de Charcot.
Insuficiência do tendão tibial posterior
A curva natural que temos na parte de dentro dos pés – chamada de arco plantar – é mantida ativamente por diversas estruturas, sendo o tendão tibial posterior uma das principais.
Durante a caminhada normal o tendão tibial posterior é ativado, modificando o alinhamento dos ossos e permitindo a transmissão de força para o solo. Quando se torna insuficiente, as outras estruturas de manutenção do arco ficam sobrecarregadas e o pé se torna progressivamente chato.
Essa patologia tem componente genético e sofre influência da alteração hormonal da menopausa, sendo portanto, mais frequente nas mulheres.
Muitas vezes pacientes com insuficiência do tendão tibial posterior são tratados por muito tempo de forma equivocada por dores secundárias (fascite plantar entre elas), sem que se identifique a causa principal.
Apenas em um estágio muito inicial da doença o tratamento pode ser conservador. Os demais casos envolvem uma abordagem cirúrgica.
Sequelas de fraturas
Fraturas que envolvem articulações costumam evoluir artrose (degeneração da articulação) e podem gerar perda do arco do pé.
Quando não há um perfeito alinhamento entre os fragmentos ósseos, após o tratamento da fratura (redução inadequada ou não redução das fraturas), a articulação pode sofrer degeneração e evoluir com perda do arco plantar.
Casos assintomáticos podem ser acompanhados, adaptando-se os calçados.
Independente da causa, se a mecânica do pé é alterada, perdendo-se o arco plantar, pode haver calosidade e dor. Nos casos sintomáticos, além da adequação dos sapatos, a correção cirúrgica das deformidades pode ser necessária para melhora da mecânica.
Artropatia de Charcot
De maneira resumida, essa doença é uma consequência da perda de sensibilidade do pé.
Em pessoas normais, traumas geraram dor e levam o individuo a proteger o pé: caminha-se com mais cuidado, até mesmo evitando o apoio do pé acometido, diminuindo a chance de novos traumas.
Com a perda de sensibilidade, ao ocorrerem lesões no pé, o paciente não percebe e as lesões vão se repetindo. Toda lesão gera um componente inflamatório – essencial para a cicatrização – mas, com os traumas frequentes, há manutenção e aumento do processo inflamatório, gerando um enfraquecimento dos ossos e provocando deformidade progressiva.
A anatomia do pé se altera, surgem pontos de pressão que, nesses pés insensíveis, podem se tornar calosidades e posteriormente ulceras.
Após o diagnóstico, o tratamento envolve a proteção do pé na fase inflamatória, a correção das deformidades residuais e a proteção das áreas de pressão para evitar o aparecimento de ulceras.
Joanete (Halux Valgo)
em ArtigosO que é Joanete
O joanete é o desvio do primeiro dedo para a lateral do pé, ou seja, quando o “dedão fica torto em direção ao mindinho”.
Esse desvio é acompanhado de uma rotação do dedo, nos casos mais graves o primeiro dedo pode estar em cima do segundo. Nos casos mais leves podemos perceber apenas uma pequena saliência na parte de dentro do pé. Frequentemente é associado a dor e calosidade na planta do pé (metatarsalgia).
A deformidade progride de forma variada e costuma ser mais acentuada em pessoas com história familiar, frouxidão ligamentar e pé chato. Por isso, não se pode afirmar que um joanete leve sempre evoluirá para um grave, isso é muito variável e deve ser avaliado caso a caso.
Causas
Origem multifatorial: tem associação genética (história familiar) e o calçado de “bico fino” pode acelerar a evolução da deformidade, sendo portanto, muito mais frequente nas mulheres.
Sintomas
O mais marcante é a aparência. Na maioria das vezes essa é a queixa principal. Além do aspecto estético, a dor na parte interna do pé é outro sintoma frequente, em geral causada pelo atrito com o calçado.
A sobreposição do primeiro com o segundo dedo pode gerar deformidades nos dedos menores e dificultar o uso dos sapatos.
A alteração mecânica gerada pelo joanete pode propiciar o aparecimento de vermelhidão e inchaço na parte interna do pé, diminuição da sensibilidade do halux, calos e metatarsalgia.
Diagnóstico
Um exame físico adequado é suficiente para realizar o diagnóstico. Aspectos mecânicos do pé (pé chato ou pé cavo, presença ou não de calosidades, metatarsalgia) são fundamentais para avaliação completa.
Exames complementares são importantes como auxiliares e tem mais valor na documentação da evolução. A radiografia dos pés com carga identifica os desvios ósseos e sempre deve ser solicitada. Outros exames como ressonância e tomografia podem verificar outras deformidades ou lesões associadas, mas só devem ser solicitados quando houver suspeita.
Tratamento
O tratamento inicial é sempre clínico, ou seja, não cirúrgico. Uma cirurgia feita sem necessidade pode se tornar mais incômoda que o próprio joanete. Toda cirurgia pode ter complicações e, por isso, o risco e o benefício devem ser analisados com muito cuidado, SEMPRE antes do tratamento.
Na maioria das vezes, a dor é causada pelo atrito com o calçado e melhora consideravelmente com a adequação desse. Calçados confortáveis são fundamentais. Modificar e evitar hábitos que provoquem a dor também é fundamental.
Existem diversas cirurgias descritas para o tratamento dos joanetes, dependendo do grau da deformidade bem como das deformidades associadas. A correção inclui o reposicionamento do dedo com alinhamento ósseo e ajuste da capsula articular. É importante que todas as deformidades sejam corrigidas (incluindo as deformidades dos dedos menores e metatarsalgia).
Lançamento do livro ABC da Saúde com Dr. Bruno Massa
em ClippingDando continuidade às comemorações dos 40 anos do ICr (Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP), é com muita alegria e satisfação que o livro ABC da Saúde Infanto-juvenil foi lançado na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. Paralelamente aos autógrafos, aconteceram três sessões de debates com a participação do Dr. Buno Massa e interação da platéia.
Os temas do debate:
Sinopse do livro
O livro trata de temas recorrentes e comuns do dia a dia de crianças e adolescentes, por isso ele se destina aos pais, que têm ao longo dos capítulos informações de confiança a respeito dos diversos aspectos do cuidado de seus filhos. O livro conta com a participação de especialistas do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – o mais conceituado hospital pediátrico universitário do país – e por alguns convidados de outras instituições. As informações contidas no livro não têm a pretensão de substituir a consulta ao pediatra, mas, ao contrário, visam permitir que as mães e os pais aproveitem ao máximo esse momento tão importante para a saúde atual e futura do(a) filho(a).
As preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica
em ArtigosConheça as preocupações mais frequentes dos pais em ortopedia pediátrica
1. Pé chato
Conhecido no meio médico como “pé plano”, geralmente é notado pela família ou pelo médico pediatra quando o bebê começa a andar. Muitas vezes se torna uma fonte de grande preocupação. Questionamentos a respeito do que fazer (ou não fazer nada?!) ou se a criança pode ter problemas no futuro invadem as mentes de pais, avós, tios… É muito importante entender que o pé chato é, na maioria das vezes, uma variação normal. Deve ser uma preocupação quando for rígido (não formar a curva nem quando na ponta dos pés), for doloroso ou quando for adquirido (não tinha pé chato e passou a ter).
2. Luxação Congênita do Quadril (displasia do desenvolvimento do quadril – DDQ)
A doença mais frequente do quadril nos primeiros anos de vida. É fundamental fazer o diagnóstico ou pelo menos a suspeita logo no berçário ou nos primeiros meses. Para isso o exame físico adequado complementados muitas vezes por exames de imagem (ultrassom e radiografia) são suficientes. O tratamento varia com a idade, sendo mais invasivo (cirurgia) nas crianças mais velhas.
3. Pé torto
O termo pé torto é muito genérico e pode significar praticamente qualquer coisa desde doenças até variações normais. Os mais importantes são:
Pé torto congênito
Pé metatarso adulto
Pé talo vertical
4. Diferença de comprimento entre as pernas
Muitas pessoas têm diferenças pequenas de comprimento entre as pernas (de até 1,5cm) e nunca se deram conta disso. Diferenças maiores geram repercussão e devem ser tratadas. Identificar a causa da diferença é fundamental para prevenir que ela aumente. O tratamento é mais fácil no indivíduo ainda em crescimento e pode variar da compensação com palmilhas à cirurgia.
5. Quedas frequentes
Crianças seguem um “cronograma”. Esse corresponde ao desenvolvimento do esqueleto, musculatura e principalmente do cérebro. Ele não é idêntico para todos, segue um padrão com períodos variados nos quais a criança pode desenvolver determinada habilidade como engatinhar, andar, subir escadas, saltar e correr. Na maioria das vezes, a criança tem apenas um amadurecimento mais tardio e não necessariamente significa uma doença.
Quando, no entanto, o desenvolvimento foge muito do esperado deve ser avaliada pelo pediatra em conjunto com o especialista adequado para estabelecer o diagnóstico e planejar o tratamento específico.
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)
em ArtigosA displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) acomete de 1,5 a 2,5 em cada 1000 nascidos vivo. Antigamente chamada de luxação congênita do quadril, foi renomeada pelo fato de nem todos os pacientes nascerem com o quadril luxado e luxarem com o desenvolvimento, ainda nos primeiros meses de vida. A importância do diagnóstico e tratamento adequado é importante pela associação à artrose (desgaste articular) do quadril e por isso a um maior índice de artroplastias (próteses) em relação à população geral.
O diagnóstico deve ser realizado, preferencialmente, ainda no berçário, por meio de exame físico. Pode ser complementado por exames de imagem tanto no rastreamento de casos com maior risco ou para confirmação do diagnóstico. Os achados variam com a idade do paciente, nos mais novos é identificado um estalo específico no exame. Com o tempo ficam mais evidentes a diferença de comprimento das pernas (principalmente em casos unilaterais) ou uma curvatura acentuada na coluna (hiper lordose na coluna lombar). Dor não é um achado comum nas crianças.
Em crianças muito novas, o melhor exame complementar é o ultrassom. Nesse são identificados a cobertura óssea e a cobertura cartilaginosa da cabeça do fêmur, medidas através de dois ângulos (alfa e beta, respectivamente). Nas crianças mais velhas, a radiografia da bacia identifica a luxação e a displasia da bacia (deficiência de cobertura óssea).
O tratamento pode variar desde o uso do suspensório descrito por Pavlik à redução aberta com osteotomias pélvica e femoral, dependendo de cada caso especificamente. Casos não tratados ou com tratamento insuficiente, na idade adulta, podem precisar de artroplastia (prótese) do quadril.
Seu filho tem pé chato? Será?
em ArtigosA anatomia do pé plano é natural em todos os recém-nascidos e se mantém assim por algum tempo. Diagnóstico certeiro só mesmo após os quatro anos de idade
Entre tropeços e acertos, por volta do primeiro ano de idade, os pequenos começam a arriscar alguns passos. Mas logo já estão dando aquele trabalho, correndo pela casa toda, certo? Entretanto, passado algum tempo, quando notam algo estranho na aparência do pé ou no modo como o filho anda, apoiando toda a planta no chão, os pais podem se perguntar se a criança tem pé chato. Trata-se de uma constituição anatômica normal a todos os bebês durante os primeiros anos de vida. No entanto, a curvatura do pé depende do desenvolvimento da criança e até mesmo do estímulo do andar para se formar. Por isso, o diagnóstico só pode ser confirmado aos 4 anos de idade.
Se ainda assim a queixa persistir, os pais devem procurar um ortopedista para avaliar não apenas a anatomia, mas também a rigidez e o incômodo que o paciente sente. Entretanto, o pé pode, de fato, ter menos arco medial e não causar sintomas à criança. A intervenção médica só é recomendada quando há dor ou calosidade.
Quando a condição interfere apenas no andar, ou se trata apenas de uma questão estética, a cirurgia não é indicada, pois é preciso respeitar a mecânica natural de cada indivíduo.
Uma das causas mais frequentes de fratura em atletas ocorre quando o técnico tenta modificar o modo como a pessoa corre. Isso aumenta oestresse em estruturas que antes não estavam preparadas para isso e gera lesão em vez de melhorar o desempenho.
Quando o médico percebe, no exame físico, que as articulações não são flexíveis entre elas, essa rigidez também é motivo de intervenção, que pode ser cirúrgica, a fim de realinhar os ossos do pé, ou readequar o uso de calçado. Tal condição, mais frequente em pés planos, pode indicar a presença de uma ponte óssea que limita o movimento entre os ossos do pé, e isso geralmente causa dor. Também pode acontecer de o paciente passar a infância sem sintomas e o problema incomodar na fase adulta.
Bota e palmilha resolvem?
A antiga resolução para o pé chato ficou no passado. Vários estudos aplicados em populações diferentes, que usaram e não usaram bota, apontaram que o percentual de crianças que mantiveram o pé plano é igual ao das que não o mantiveram. Ou seja, sem eficácia comprovada, o método não é mais utilizado.
O que de fato surte efeito é deixar que a criança ande descalça desde pequena, em terrenos diferentes. A meia antiderrapante não vale. Só mesmo com o pé no chão o bebê vai se acostumando às diferentes texturas e temperaturas. Isso fortalece a musculatura intrínseca do pé e diminui a incidência de pé plano.
Vale ressaltar ainda que pés planos são flexíveis e amortecem muito bem; por isso, outra recomendação é optar por calçados mais firmes, com bicos arredondados. Também não custa nada lembrar que o uso de salto alto é recomendado apenas a partir da adolescência, quando já se atingiu maturidade óssea.
Artigo escrito pelo Dr. Buno Massa para o ABC da saúde infanto-juvenil
Aprenda a comprar sapatos confortáveis
em ClippingAprenda como comprar um sapato, confira as dicas com o ortopedista Dr. Bruno Massa nessa matéria para o Bem Estar.
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Quando e como a criança aprende a subir escadas
em ArtigosApós algumas fases vencidas, chega a hora de seu filho alternar pernas e pés nos degraus que encontrar pela frente. Saiba como ajudá-lo nessa etapa, que costuma acontecer de maneira gradual a partir dos 14 meses.
Depois de aprender a andar, a criança continua querendo explorar o mundo para alcançar novos territórios. Os degraus se colocam como um desafio, mas é preciso acompanhar de perto essa conquista, já que as escadas oferecem um grande risco de queda – inclusive para os adultos. “O que os pais podem fazer é dar oportunidade ao filho de subir escadas baixas com apoio ou até mesmo subir e descer do sofá”, diz o especialista.
Nesse momento, duas habilidades são fundamentais: coordenação muscular e força. “Esse aprendizado é muito natural e faz parte do desenvolvimento neuropsicomotor. A criança começa a subir degraus mais baixos a partir de 14 meses e o processo todo vai até por volta dos 2 anos”, explica o ortopedista pediátrico Bruno Massa, do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que não recomenda que os pais estimulem esse processo. “Tudo deve acontecer naturalmente.”
A psicomotricista e fonoaudióloga Raquel Caruso, da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac), em São Paulo, concorda. “É função dos adultos dar apoio no começo da empreitada. Eles podem segurar a criança pelas mãos, orientar que é preciso apoiar na parede, mas devem deixar que ela faça o movimento sozinha, sem direcionar demais”, explica.
Na hora de subir e descer escadas pela primeira vez, seu filho não terá força nem equilíbrio para levantar uma perna e depois a outra, por isso, vai colocar os dois pés em um degrau para só depois seguir adiante. O treino é progressivo e não tem passos pré-definidos. “Cada um vai encontrar o próprio jeito”, aponta Bruno Massa. Algumas crianças sentam no degrau para subir e descer, enquanto outras pulam de um para o outro com as pernas juntas, até conseguir alternar as pernas da maneira correta.
O mesmo movimento vale para escalar brinquedos, como escorregadores e pula-pulas, o que muda é o tipo de escada, que pode ser vazada ou de plástico. O aprendizado é igual e vai se adaptar a diferentes tipos de degrau, com altura, largura e formato diversos. Nessa mesma fase, a criança desenvolve a habilidade de saltar, porque a musculatura trabalhada é a mesma.
Artigo publicado na Revista Crescer